domingo, 22 de janeiro de 2012

O que será do amanhã?


Trabalho de Claire Fontaine

Quando me mudei para Nova York em agosto de 2010, resolvi que iria escrever um blog contando minha vida por aqui. Funcionaria como uma espécie de diário aberto, assim não precisaria escrever longos e-mails para meus amigos e qualquer um que quisesse poderia me “acompanhar.” Bom, como acontece com grande parte dos blogs, fui deixando de escrever, mas hoje me deu vontade de voltar aqui e compartilhar meus pensamentos com quem estiver interessado em ler. 

Vou dar uma resumida do que aconteceu nesses últimos longos meses desde a última vez que escrevi aqui. Como os americanos dizem “long story short”:

Pra começar: eu resolvi não ir embora daqui. Pois é, eu tinha uma passagem marcada pro dia 12 de julho de 2011, ia voltar de mala e cuia. Bom, eu nunca entrei naquele avião, não sei se minha vida mudou para sempre ou não, mas Nova York nunca mais saiu do meu coração (uma rima pra descontrair). 

Mudei de casa em Julho, continuo no Brooklyn, mas agora estou em Williamsburg dividindo o apê com outras duas brasileiras. Adoro o bairro, e adoro morar com elas; agora sim, me sinto em casa. Fiz um estágio de 3 meses no MoMA, meu sonho era trabalhar lá alguma vez na vida – e como é bom realizar um sonho! Em uma ida ao MoMA no verão, – antes mesmo de saber que iria trabalhar lá – fiz um pedido na árvore de desejos da Yoko Ono, pedi que a vida colocasse as pessoas certas no meu caminho; a Yoko tem me atendido muito bem! Conheci pessoas incríveis que têm aberto portas importantes para mim. Não casei, mas comprei uma bicicleta! Pedalei muito e vivi a cidade de outro ponto de vista, com muito vento no rosto. Agora a bike tá parada, no frio e com neve não dá para pedalar, mas não vejo a hora de chegar a primavera quando poderei ir pedalando para o trabalho. Comecei a trabalhar semana passada no New Museum na área de curadoria, so far so good. Quando vejo o que já conquistei aqui parece até irreal, não que eu não acreditasse em mim, mas não imaginava que as coisas aconteceriam exatamente da maneira que eu desejava. Isso me leva a crer que estou no caminho certo, e acho que quando estamos no caminho certo as coisas acabam acontecendo, e as pessoas certas acabam aparecendo, né?!

Happy 2012 :)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O diretor de Nova York


A famosa imagem de Diane Keaton e Woody Allen no filme "Manhattan"


Poucas coisas em Nova York são tão icônicas quanto Woody Allen. Assim como taxis amarelos, vendedores de hot-dogs e a escadaria do MET, o diretor norte-americano é sinônimo da cidade, mais especificamente de Manhattan. Ontem eu tive o prazer de assistir Woody Allen com vista para a ilha, uma experiência única e inesquecível. Nada igual como assistir ao filme “Manhattan” com a própria como pano de fundo. 

Movies with view no Brooklyn Bridge Park


Durante o Verão centenas de eventos a céu aberto acontecem em NY: Shakespeare no Parque, shows no Central Park, trapézio da beira do rio, cinemas a céu aberto! Tudo para aproveitar ao máximo o tempo quente, afinal quando chega o frio são meses de vida indoor


Ontem foi o primeiro “Movies with view” da temporada do Verão 2011. Toda quinta-feira no Brooklyn Bridge Park um filme será projetado na telona que foi instalada na beira do rio com vista para o Financial District em Manhattan, o evento é gratuito! Um must-go para quem mora ou está de passagem em NY. 

E nada melhor como começar a temporada com o diretor que melhor representa e apresenta a cidade. Apesar de seus outros filmes que têm como locação outros lugares do globo serem muito bons, na minha opinião, Woody Allen só é completamente Woody Allen quando o cenário é Nova York. Eu nunca havia assistido ao filme “Manhattan”, e sem dúvida é uma das películas de Allen que mais homenageiam e captam a áurea dessa metrópole maluca e apaixonante! A narração da primeira cena diz muito sobre a relação do diretor com NY:

"He was as tough and romantic as the city he loved. Behind his black-rimmed glasses was the coiled sexual power of a jungle cat. New York was his town, and it always would be."

Se você nunca assistiu Manhattan, assista! Se já, assista de novo! Woody Allen em Nova York, nunca é demais!


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Metrô pra mim, pra você e pra todos nós!

Na semana passada o caso do metrô na Angélica gerou a maior polêmica nas redes sociais. Indignados (inclusive eu), milhares de pessoas manifestaram sua oposição às 3.500 assinaturas da Assossiação de Moradores do bairro de Higienópolis, na qual pediam para que a estação da Angélica fosse transferida para outro local. Foi alegado, entre outras coisas, que a estação traria pessoas diferenciadas para o bairro. Bom, isso tudo vocês devem ter visto e ouvido à exaustão. 

Metrô é legal, muito legal!

Como todo mundo deu pitaco nesse assunto, eu também quero dar o meu! Duas coisas: a primeira é que quanto mais metrô melhor! Quanto mais estações uma cidade possuir, mais pessoas poderão usufruir dessa maravilha que é o meio de transporte público! Aqui em Nova York por exemplo, existem 468 estações de metrô, e muitas destas ficam bem perto uma da outra. 

Mas na verdade, o que mais me chamou a atenção nessa história toda foi o discurso de muitas pessoas que estavam defendendo o transporte público. Vi muitas frases como essas: "E o porteiro desse pessoal que mora em Higienópolis, vai chegar lá como?!", "Mas e o faxineiro do meu prédio, coitado!". Perceberam? O que eu quero dizer é que a elite do nosso país – e principalmente de São Paulo –, está acostumada e aprendeu que o que é público não é para nós, o que é público é para ser usado somente em último recurso. Escola pública é pro filho da faxineira, hospital público só pra indigente, e transporte público a gente gosta de falar que usa quando vai pra Paris. Obviamente que as pessoas que não têm poder aquisitivo precisam muito mais do sistema público; mas é necessário entender que o que é público é para todo mundo! E é justamente isso o que faz uma sociedade ser mais democrática e justa; quando tanto o filho do faxineiro quanto o filho do médico estudam na mesma escola, podendo desfrutar das mesmas oportunidades. Aqui em Nova York, e na maioria das cidades européias, todo mundo pega metrô para ir pro trabalho, independente da sua classe social. Então, junto com aquela frase do "coitado do porteiro", a gente tem também que lembrar de falar "Coitado de todo e qualquer cidadão paulistano que paga imposto e ainda assim tem que encarar todos os dias um trânsito de horas para chegar em casa, pagar IPVA, gasolina, sem falar no estacionamento". 

O Brasil pode estar crescendo economicamente e ser a bola da vez. Mas o que é mais urgente mudarmos é a nossa mentalidade. Um país democrático e justo, só começa no momento onde todos os seus moradores têm o direito de pelo menos usar o transporte público da sua cidade. Isso sim é cidadania, isso sim é ser desenvolvido. 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bill Cunningham New York




Fazia tempo que não via um filme que me fizesse pensar na vida e me arrancasse algumas lágrimas. Mas ontem à tarde, após minha apresentação final do Master que vim fazer aqui, resolvi entrar no cinema para assistir ao documentário Bill Cunningham New York; já tinha ouvido falar que era um ótimo filme, porém eu pensava que seria um documentário mostrando como o mundo da moda é glamuroso, e como é cool ser fotógrafo. Bom, não é nada disso, e ao mesmo tempo é tudo isso.  

O filme acompanha Bill Cunningham, um conceituado fotógrafo de moda americano, em seus dias de trabalho por New York. Mas pode tirar da cabeça aquela imagem de fotógrafo pegador de modelos, tipo o personagem do filme do Antonioni Depois daquele Beijo. Não sei se você sabe (eu não sabia), mas Bill é um senhorzinho de mais de 80 anos, que percorre a cidade inteira pedalando sua bicicleta – a que ele conduz no filme é a número 29, as outras 28 foram roubadas –, mora na residência de artistas do Carnige Hall, e tem o sorriso mais encantador do mundo. O próprio se define como um obcecado por roupas, pode-se dizer que ele é um caçador de estilo; quando vê algo que lhe salte os olhos, saca sua câmera analógica e começa a clicar o sujeito de sua obra. Desta maneira Bill construiu uma das narrativas mais conceituadas e consistentes do cenário fashion. É uma honra ser fotografado por ele; a famosa editora da Vogue, Anna Wintour diz que é a morte quando Bill não a fotografa. Em uma cena do filme, Wintour só posa para as lentes de Cunningham. Isso que é moral! 

Pelo fato de circular no meio da mais alta sociedade nova iorquina, Cunningham poderia ter escolhido viver uma vida cheia de glamour e luxo. Mas pelo contrário, optou por uma vida quase monástica, com a diferença que as roupas e os cliques que são sua religião. Em um jantar de gala ele se recusa a comer junto com os nobres convidados, ele está lá a trabalho e segundo o próprio "se alimenta com os olhos". Você pode ser a Catherine Deneuve, se Bill não achar sua roupa interessante ele não irá gastar cliques apenas porque você é famoso. Ele não está interessado em celebridades, ele está interessado em roupas, em estilo. Não que ele se preocupe muito com o próprio estilo, Bill se veste todos os dias praticamente da mesma maneira, porém traz na memória de seus 80 anos vividos – muitos deles nas primeiras filas dos grandes desfiles –, quase todas as coleções dos mais renomados estilistas. 

Outra característica do fotógrafo é que ele nunca se vendeu. Sempre fez seu trabalho da sua maneira, sem se render à pressões dos grandes veículos de mídia ou a cheques gordos. Ele se contenta em ter dinheiro para comprar filmes e revelar suas fotos, e não está nem ai para restaurantes finos e apartamentos luxuosos. Em um momento do filme o fotógrafo diz a seguinte frase: "Money is the cheapest thing in the world. Freedom is the most valuable". Em livre tradução: "O dinheiro é a coisa mais barata do mundo. Liberdade a mais valiosa". E Bill Cunningham nunca trocou por nenhuma quantia a liberdade de viver sua paixão como bem lhe convém. E isso foi o que mais me tocou no filme; ver um senhor de mais de 80 anos que abriu mão de todas as amarras da sociedade e vive para aquilo que acredita e lhe dá prazer. É cada vez mais difícil nesse mundo capitalista selvagem, encontrar pessoas que não se preocupem apenas com posses e status, mas dá um alívio imenso quando vez ou outra nos deparamos com histórias como a do fotógrafo Bill Cunningham.

Não sei se o filme está em cartaz no Brasil. Se estiver, vá correndo! Se não estiver, dê uma espiada no trailer abaixo para ficar com mais vontade, e também clique aqui para ver a coluna do fotógrafo no NY Times, se Bill clicou é porque é tendência.





domingo, 1 de maio de 2011

Cherry blossoms!

Ontem eu fui no Brooklyn Botanical Garden ver as cerejeiras em flor, as famosas cherry blossoms. Aqui em NY fica cheio delas na primavera! As cerejeiras são típicas do Japão, e lá são chamadas de Sakura. O hamami – ato de apreciar as flores – acontece todos os anos nessa época, quando as pessoas saem de casa e fazem piquenique embaixo das árvores e apreciam a beleza das flores. E realmente a vontade que dá é de ficar olhando para aquelas árvores pra sempre, apreciando aquelas florzinahs tão delicadas.

Para quem vier pra NY e ficar um pouco cansado da loucura e do consumismo desenfreado de Manhattan, o Brooklyn Botanical Garden é uma ótima dica de passeio.






terça-feira, 26 de abril de 2011

Trilha sonora

Para ouvir com o lendo o post de baixo!



Summertime, and the living is easy!

Parece que agora o inverno acabou mesmo! As temperaturas já estão chegando a 20 e pouco graus, claro que ainda tem horas que bate aquele ventinho frio, mas a cidade já está toda preparada pro calor!

É impressionante reparar como a cidade muda conforme a estação; fato que não ocorre muito nas cidades brasileiras já que nossas estações não são tão bem definidas. Aqui não, assim que a primavera começou as chuvas e as flores também apareçeram! De uma semana para outra as árvores começaram a encher de cherry blossons, aquelas florzinhas brancas bem populares no Japão também. Os restaurantes já estão com mesinhas na calçada, as crianças correndo na rua, as ruas por sua vez mais cheias de gente; afinal quando tá calor todo mundo quer sair de casa, ainda mais depois de um longo inverno onde escurece às 16h30.

Minha relação com frio/calor mudou muito depois de passar um inverno rigoroso. Se antes pra mim 4º era uma temperatura impensável, que eu só pegava quando ia pra Campos do Jordão no auge do inverno brasileiro; aqui em NY quando começou a fazer temperaturas acima de 0º eu já nem achava tão frio, no primeiro dia que fez 14º eu sai só com um casaquinho na rua! E vamos combinar que quando faz 12º/13º graus em São Paulo a gente aproveita pra tirar aquele casaco de inverno do armário. Aqui em compensação, eu não via a hora de colocar minhas roupas de inverno na mala!


Vida na rua!

Hoje foi o primeiro dia depois de muitos meses, que coloquei minhas perninhas brancas como a neve pra fora... E eu nem to ligando que com o calor vem a umidade e meu cabelo fica meio frizz! Eu resolvo fazendo um cocorote encima da cabeça que nem as nova iorquinas e saio por ai feliz da vida aproveitando o calor in New York!




Não tem jeito, as pessoas são mais felizes no calor :)

Enjoy the weather!

Relaxando no Central Park

Cherry Blossons


Até sorvete!

Crianças felizes 
Pernas de fora!



domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ano-novo chinês

Dia 2 de fevereiro é comemorado o ano-novo lunar na China; cada ano é representado por um dos doze animais que (segundo o Wikipedia) teriam atendido ao chamado do Buda para uma reunião. Como somente doze se apresentaram, Buda em agradecimento, os transformou em signos da Astrologia chinesa.  Este ano é o ano do coelho, e dizem por aí que será um ano bem mais tranquilo que 2010, que foi regido pelo tigre.

Aqui em Nova Iorque a colônia chinesa é imensa, estima-se que entre 90.000 a 100.000 chineses vivam e trabalhem no bairro apelidado Chinatown. Ali praticamente só se ouve chinês, e todas as placas são também escritas no idioma oriental. Lojas de eletrônicos, souvenirs e restaurantes chineses (os famosos dim sums) são encontrados aos montes pelas ruas do bairro. 

Hoje fui até lá para ver a Lunar Parade em comemoração ao Ano-novo lunar; uma experiência quase antropólogica! Centenas de pessoas de todas as etnias se amontoaram para ver passar dragões, políticos, moças balançando as bandeiras chinesa e americana, e diversos outros símbolos da cultura chinesa; que no caso de hoje mostrou que cada vez mais está adicionando pitadas norte-americanas. 

Abaixo algumas fotos para ilustrar a parada.

Citibank em chinês

Crianças

Rei Momo chinês

A Barbie deu um pulo na parada

Dragão
O comunismo é azul

E gosta do Snoopy!

Princesa chinesa no carro da Macy's... Quão chinês é isso?

Condutores do dragão

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

o MoMA


Ontem fui ao MoMA, já havia ido ao museu outras duas vezes antes de morar em NY, e é impressionante notar como cada visita a atração pode ser uma experiência completamente diferente da outra. A primeira vez que fui ao MoMA foi em 2009 na ocasião um quadro da Mira Schendel que pertence ao meu pai estava exposto na belíssima exposição León Ferrari & Mira Schendel: Tangled Alphabets, foi até emocionante ver um quadro que está sempre pendurado na parede da sua casa exposto em um dos museus mais importantes do mundo. Visitamos a mostra com a assistente to curador e ela nos contou sobre a enorme estrutura do MoMA, o acervo deles é impressionante, algo impensável em qualquer museu brasileiro. Passei horas no museu, fascinada com aquela coleção que vai de Picasso a Warhol, de Miró a Donald Judd. 

A segunda vez que visitei o MoMA foi em fevereiro de 2010, na exposição do Tim Burton. Para quem não sabe o diretor americano também desenha, clique aqui para conferir. A mostra era interessante, porém achei um pouco oportunista já que ficou em cartaz na época em que Tim lançava seu último sucesso: Alice no País das Maravilhas; além do mais estava lotada, mal dava para apreciar as obras. Depois aproveitei para dar uma voltinha pelo museu e me encantei pela sessão dos minimalistas dos anos 60. Já escrevi sobre eles aqui.

Chinesinhos e boneco do Tim Burtom

E ontem na minha terceira experiência no museu, fui em uma exposição sobre design de cozinha Counter Space: Design and the Modern Kitchen. O tema parece meio estranho mas é muito interessante ver a evolução desse ambiente, e como diversos artistas já usaram esse tópico como motif para suas obras. A mostra gira principalmente em torno da Frankfurt Kitchen, uma cozinha criada pela arquiteta alemã Grete Schütte-Lihotzky após a Primeira Guerra Mundial. Moderna e com novas tecnologias, ela prometia diminuir o tempo da mulher/dona-de-casa na cozinha. 

Um modelo de Frankfurt Kitchen

Como o museu ontem não estava cheio, aproveitei para visitar as outras exposições em cartaz: On-line: Drawing through the twentieth century, uma mostra super interessante e bem montada sobre a linha, o elemento mais básico e importante do desenho. A exposição traz trabalhos de artistas do mundo inteiro, inclusive brasileiros como Cildo Meirelles e Lygia Clark. Andy Warhol: Motion Pictures, uma abordagem diferente da obra de Warhol, mostrando os vídeos produzidos pelo artista. Se você quiser pode produzir seu próprio vídeo e mandar para o MoMA, se eles gostarem pode ir para a exposição! Clique aqui para saber como. 

Essas foram minhas experiências até agora no MoMA, num próximo post quero falar sobre o crescimento de artisas-plásticas femininas expostas no museu.  

domingo, 9 de janeiro de 2011

Let it snow

Após férias do blog em dezembro, cá estou eu de volta para contar minhas experiências em New York que a cada dia que passa do inverno fica mais branca e mais gelada. Dezembro foi um mês super corrido já que era final de semestre; tive que entregar 5 papers de 15 páginas cada. Foi um desafio enorme dissertar academicamente em inglês sobre os mais diferentes temas, mas o resultado valeu a pena já que tirei "A" em todas as matérias! Can you believe it?



Em dezembro a cidade se enfeitou para o Natal, nunca senti tanto o clima de Jingle Bells. Cada estabelecimento que entrava estava tocando uma música natalina, com destaque especial para Let it Snow, música que não saiu da minha cabeça o mês inteiro. E a canção pediu e a neve veio; e para uma brasileira que não está acostumada, os flocos dançando desgovernandos no ar são a coisa mais linda! Porém, junto com a neve vem o frio, muito frio, e as nevascas. Logo depois do Natal New York ficou embaixo de neve, eu estava viajando porém a cidade parou por causa da storm. Let it snow...


O inverno vai até março e isto estava me deixando desanimada. Mas agora resolvi ser amiga do frio e aproveitar as coisas boas da estação, como por exemplo: ver o parque perto de casa coberto de neve com as crianças brincando de trenó, entrar em vários Coffe shops para me esquentar com Cappuccino, usar roupas que nunca vou usar no Brasil e dar muuuito valor pro calor quando ele voltar!

E por enquanto: Let it snow!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Personagens de NY

Uma das coisas mais legais de New York é conhecer as histórias de seus moradores; pessoas que vieram de todos os lugares e por diversas razões. Abaixo a história de Alejando, um espanhol de Barcelona que veio para a cidade a 17 anos e encontrou o amor. 

Baseado em fatos reais, mas com alguns toques de imaginação.



Alejandro arrived in New York City seventeen years ago. After a painful break up, he knew he had no other choice besides try to rebuild his life and re-fix his heart. So he left Barcelona and arrived in Brooklyn. He didn’t know what to expect about this new life he decided to design for himself, and he didn’t even think about it. He just wanted to be in a place where nobody would know his story, desires, and failures - where nobody would be aware of his loss and his humiliation. He wanted to start fresh and tell himself a different tale.
The first place where he lived was a basement in Berry street, Williamsburg. In order to survive he started to work as a bartender on Bedford Avenue. Even though he didn’t like his place or his job very much; he decided that Williamsburg would be his home for as long as he stayed in New York. He loved the old industrial buildings, the grafittis that filled their grey walls with color and even the wind that came from the East River.  
During the first winter that he spent in the city, he thought that he wouldn’t be able to bear the cold weather. He used to go outside with as many clothes as he could; he looked liked a bear. That was when he learned that in New York nobody cares about what you’re wearing. And it was in the winter that he met Fernand, a New York artist who had just moved to Williamsburg. One night to avoid the snow, Fernand entered Alejandro’s bar. Since he was alone they started to chat, and from that day they never got separeted. Alejandro was healed from his Barcelona heartbreak and ready for a new New York love; and Fernand fell in love with his accent and strengh.
After a few months they moved in together and opened a store to sell Williamsburg artist’s work. That is where I met Alejandro, one of the kindest persons I have met in New York. But unfortunately he and his Fernand are moving from New York; they are going to raise horses on a land that Alejandro has in Andalucía. I’m sure that Williamsburg will miss him a lot, but he promised to come to visit from time to time. And I’ll never forget about the advice that he gave me: “Wear as many clothes as you can in the winter, even if you look like a bear. Nobody cares, it’s New York”.

sábado, 13 de novembro de 2010

Você já foi a Dia:Beacon? Então vá!

Se você está planejando uma viagem a New York, eu não deixaria de fora do roteiro o museu Dia:Beacon. O museu faz parte do Dia Art Foundation, que foi fundada em 1974 e é uma das instituições de arte contemporânea mais conceituadas do mundo. Ela foi criada para viabilizar trabalhos de artistas que queriam trabalhar com larga-escala, ou tinham projetos visionários.  

Focado principalmente no período entre os anos 60 até hoje da arte americana, o Dia:Beacon foi fundado em 2003 no vilarejo de Beacon. Em um galpão enorme, dividido em galerias, estão expostos trabalhos de artistas como Donald Judd, Sol LeWitt, Michal Heizer, Robert Smithson, Dan Flavin, Andy Warhol, Walter de Maria, Richard Serra, Robert Smithson. Se eu tivesse que fazer uma análise, eu diria que ele é bem focado na arte minimalista dos anos 60; um movimento que queria romper com a arte tradicional (que na época eles chamavam de arte moderna), e ir além da escultura e da pintura, criando assim objetos específicos que não tinham nenhum significado além daquilo que eram. Para esses artistas o que valia era muito mais a experiência do espector e a relação da obra com o espaço. Até hoje existem discussões calorosas se o trabalho desenvolvido pelos minimalistas é arte ou não. Eu acho que é, e adoro! Ver um Donald Judd "ao vivo" me emociona de verdade. Mas lá tem também Land Art, Pop e Op Art, etc. Enfim, um prato cheio e suculento pra quem se interessa por arte contemporânea americana. E mesmo pra quem não está muito ai pra esse tipo de arte, vale a pena a viagem. O museu fica em Beacon, que é essa cidadela  lindinha a beira do rio Hudson, e é especial ir no outono quando as árvores estão amarelas e vermelhas. E é bom dar um tempo da loucura e consumisno desenfreado de Manhattan, respirando ar puro e apreciando arte de altíssima qualidade!


Dia:Beacon quando fui a primeira vez. Era inverno e nevava
Donald Judd e seus objetos específicos
Porto em Beacon. Esse é o rio Hudson
Árvores amarelas na entrada do museu

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Here comes the cold... tchuru ru ru

Pelo que tudo indica ontem foi o último dia de calor aqui - calor leia-se máxima 23º, mas que para final de outubro é praticamente verão na Bahia! A previsão já anuncia mínimas de 4ºC para a semana que vem. E parece que todo mundo aqui acompanha a previsão, e aproveitaram para sair de casa com seus modelitos primavera-verão; todo mundo de shortinhos, saias, chinelos... Ah, o verão... Agora só em 2011. 

Quando cheguei aqui estava apavorada com o frio do hemisfério norte, confesso que ainda me dá um pouco de medo quando penso que aqui chega a fazer -15ºC (pra que tanto frio gente!). Mas acho que agora que já estou mais adaptada vai ser até interessante viver um tempo em um lugar que neva, que no Natal é frio e faz todo sentido o papai-noel usar aquela roupa, que tem pista de patinação no Central Park, que dá pra esquiar nos finais de semana, e que vai me dar aval pra refazer todo meu guarda-roupa de inverno (não tenho roupa pra todo esse frio!)... É, vai ser legal... E o verão, a Bahia, a praia, o chop gelado, as pernas de fora; estarão me esperando para quando eu voltar!

Senhorinhas no frio (e vento!) de NYC

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Democracia brasileira

The first democratic presidential elections in my country happened in 1989 when I was six years old. Before this we had been through a dictatorship that lasted almost twenty years. I don’t remember this time since I was born in September of 1983 and by then the political regime was losing power and million of people were in the streets demanding for elections: the Diretas Já! movement. I don’t remember this either, I was just a baby; but  my mom always tells how frustrating it was not getting what they wanted after almost a year of struggling for the elections. But at least they gave us a republic system and a president; his name was Tancredo Neves and this I can barely remember. I remember the excitement of my mom finally having a president and also the sadness when he got sick and died just a few days before taking office. So they gave us another president, his name was Jânio Quadros and I remember that he had a big mustache. He looked like a seal. People didn’t like him. My mom always used to complain that the prices were rising and that things weren’t getting better as she had imagined.
And then 1989 arrived, and this year brought the possibility of chosing our president; for the first time in years that would be a democratic election and we could say that we lived in a democratic country. I remember having simulated elections in school so the kids would know how it worked, I remember the jingles of the candidates, their slogans. And it seemed like most of the people had their preference; his name was Fernando Collor de Mello. He was young, handsome, clever, and fitted perfectly with this new democracy. He was elected and in January of 1990 he took office of the Government. I remember watching this event on TV and even skipping school because my mom couldn’t miss seeing it. And after a few days: the disillusion; the “perfect” president was actually a jerk, he put our country in a deep economic crisis. He was the first president elected by the people, and was also the first one who was expelled by the population. In 1992 he suffered an impeachment; I remember people in the streets wearing black with their faces colored in yellow and green, and I remember watching in my sister’s bedroom on a small TV all those men wearing tie saying if they were against or for the president. And when the majority voted against him people all over the country celebrated.
Fernando Collor was replaced by his vice-president, Itamar Franco; he had a tuft of hair and nobody took him too seriously. After him was Fernando Henrique Cardoso. He was a sociologist and a intelligent man. He created the Plano Real that made the country comes out from the inflation and he was reelected and stayed in power for eight years. People really liked him, but not as much as they like the current president.
Luís Inácio Lula da Silva was a worker and a sindical leader; he never went to university and doesn’t know how to speak English; even though when he came to U.S. Obama said that he was “the man.” Lula ran for president since the first democratic elections,when the handsome guy won. By that time Lula identified as a communist. I remember my mom telling me that if he won the election we wouldn’t be able to leave Brazil again, and the idea of never going to Disney again just scared me. And that was the general feeling about him: fear. But he didn’t give up; he tried for 12 years and finally in 2002 he was elected by the majority of the population. That was the first time that I voted and I remember that I didn’t vote on him. After four years he was reelected and I didn’t vote for him either. But even if I don’t like him very much, most of the people in my country love him even with so many scandals involving his government.
And now the elections are just going on in my country. Lula can’t run again for the presidency but it seens that his candidate is going to win. I wouldn’t vote for her if I was back home. Actually the candidates that I always voted for never won and that is kind of frustrating. Well that is democracy after all!     

sábado, 23 de outubro de 2010

Me pego imaginando...

Este ano completou 9 anos que o World Trade Center foi atingido, na semana de 11 de setembro dois feixes de luz localizados no local das torres iluminaram o céu da cidade. E várias vezes me pego pensando: "E se eu estivesse aqui quando aconteceu...". Eu teria acabado de chegar na cidade, estaria na segunda semana de aulas, ainda impressionada com o ritmo frenético da cidade; provavelmente estaria no metrô rumo a faculdade, pensando o que iria fazer a noite e ... E derepente tudo iria mudar, como mudou para a vida dos moradores de NY. 

Hoje, passados nove anos, as coisas voltaram ao normal. O ritmo da cidade continua alucinado, pessoas do mundo inteiro estão aqui para trabalhar, passear, se divertir. Porém, quando você conversa com alguém que estava aqui quando os aviões bateram nas torres, percebe que esse episódio deixou marcas profundas. O diretor de alunos internacionais da minha faculdade me contou que no dia que o atentado aconteceu, estava trabalhando no em seu escritório que fica no prédio da NYU, um pouco mais para cima de onde tudo aconteceu. E que derepente as pessoas começaram a ligar para ele e contar o que estava se passando, ele disse que era difícil de acreditar no que via na TV e que quando foi para a rua a situação era caótica. Pessoas sem saber para onde ir, o medo estampado em cada rosto. Ele contou que as ruas foram fechadas para carros, os metrôs pararam de funcionar, logo só era possível se locomover a pé. Ele contou em um determinado começaram a chegar pessoas que estavam no local, com aquela poeira branca e uma expressão de pavor e descrença no que havia acabado de acontecer, e dizendo: "I survived, I survived". Eu nunca havia ouvido um relato de alguém que presenciou todo o ocorrido, e mesmo tendo visto aquela imagem milhares de vezes na televisão, ouvir a história da boca de alguém faz com que tudo pareça mais real.

Por mais que o tempo tenha passado e a cidade tenha se recuperado, é possível perceber que os moradores de NY nunca irão se conformar com o que aconteceu e que essa marca nunca será apagada. 

E me pego imaginando... "E se eu estivesse aqui quando tudo aconteceu..." 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

I'm afraid of...

I’m afraid of airplanes, of heights, and of the dark. I’m afraid of violence and fatalities, I’m terrified of things that can change the course of your life without warning.
When I was a little girl I was afraid of dogs, and then once, on a summer day I was at my uncle’s house at the countryside and three dogs surrounded me and kept barking for a long two minutes in my face; it was the most horrible moment of my life, I still can feel this fear when I close my eyes and remember this moment. But since my brother got home with that beautiful pet ten years ago, I’m not afraid of dogs anymore; I actually find them really cute. Now I’m much more terrified by the humans, who bark cruel words just to harm each other, and do it consciously.
I’m also afraid of frustration, of falling in love and of new things, but it doesn’t mean that I don’t fall in love, that I don’t chase my dreams even knowing that I can fail and that I’m not seeking them all the time. All these things that I said can scare me, but I’m definitely not a coward; actually I’m a pretty brave girl and I’m not afraid of facing my fears. I want to travel the whole world even on airplanes. I go in high-heels to face the heights and when it’s dark I light a match. I’m not afraid of beeing afraid; I like the way I feel when I face my fear, it’s like riding on a rollercoaster. The fear doesn’t paralyze me; it’s what makes me move forward, and that’s how I keep going, fearing the unknown. But at the same time excited. 

domingo, 3 de outubro de 2010

O que te move?

Quarta-feira passada fui assistir com o pessoal da minha classe ao espetáculo de dança Vollmond da companhia alemã Tanztheater Wuppertal, mais conhecida como a companhia da coreógrada Pina Bausch. Esse foi o terceiro espetáculo que assisti da companhia e mais uma vez fiquei sem ar, sou apaixonada pelo trabalho de Pina Bausch e cada vez que assisto sinto ao mesmo tempo um sopro de delicadeza e um soco no estômago, e é essa dicotomia que permeia as 2 horas e meia de performance. Seus bailarinos se movimentam tão delicadamente, porém é também tão visível sua força e intensidade em cada gesto. A técnica está ali, perfeita e precisa como é de se esperar de um grupo alemão, mas ela é camuflada por uma naturalidade e graça que parece que nada daquilo foi ensaiado, é como se aquelas pessoas tivessem nascido dançando. E por fim a racionalidade e a paixão coexistem no palco, como se uma dependesse da outra. E aqueles bailarinos expressam toda a dor humana, a dor da existência, a dor de quem está a beira do abismo; e todos nós estamos, e Pina Bausch sabia disso. E toda vez que parece que os corpos frágeis/fortes de seus bailarinos irão sucumbir, a água aparece para renovar a vida que ainda há ali, e eles se hidratam, se alegram e dançam, dançam, dançam sob a esperança.




Pina faleceu em 30 de junho do ano passado, porém sua presença permanece em cada movimento de cada bailarino que ela escolheu para fazer parte de sua companhia. Ela costumava dizer: "Não me interessa em como as pessoas se movem, mas sim o que as move", e sem dúvida seus bailarinos e seu público são movidos por muita paixão, e agora também pela memória desta grande mulher.

A coreógrafa Pina Bausch

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Let the fun start!!

Ontem fez 1 mês que estou em NY,  o tempo passa rápido e é tanta coisa que tem para fazer nesta cidade que dá até aflição! Quero fazer tudo!!

Nos últimos dias tive a visita de uma grande amiga, a Fê Soares, foi uma delícia e passeamos muito!

Ela chegou sexta e fizemos aquele passeio NY básico: Bryant Park (eu não conhecia), é um parque bem legal, pequeno, umas mesinhas na grama, um cara tocando aquelas músicas nova-iorquinas no piano e um carrossel, aqui eles amam carrossel só nesse fim de semana vi três; acho que dá um toque de mágica pro lugar... Bem perto do Bryant Park está a Times Square, você sai de uma tranquilidade e entra na insanidade! Marcas, marcas e mais marcas, se o Kassab viesse aqui ia querer morrer! Tem até uma loja da M&M, é impressionante a capacidade dos americanos de criarem produtos. De um chocolate redondo (o que equivaleria ao nosso confete) eles conseguem criar chaveiros, camisetas e até cabides!!! Depois fomos relaxar no Central Park, que é outro oasis no meio da cidade. Cultura inútil: Você sabia que o Central Park tem o tamanho do principado de Mônaco?! O principado que é muito pequeno, ou o parque que é muito grande? A noite fomos em um jantar na casa de uma menina da minha classe, foi o primeiro get together da minha turma e foi bem legal! Muitos papos filosóficos e até um projeto de escrever um livro para o Obama - Yes we can (!).

No sábado fomos na D.U.M.B.O Arts Fair, até então Dumbo era para mim aquele elefante que voava, mas além disso é também um bairro super bacana do Brooklyn que fica entre a ponte de Manhattan e a do Brooklyn, sua sigla bem literal significa Down Under the Manhattan Bridge Overpass, tem uma vista incrível para a cidade. O festival acontecia por todo o bairro, vários grupos de música, galerias e open studios, o máximo! Fui em uma loja de vinil e me deparei com discos da Gal Costa, Rita Lee e Tropicália, foi muito "cool" ouvir "Baby" no D.U.M.B.O, e meu novo objeto de desejo é uma vitrola, não saio daqui sem uma!! E para finalizar o passeio caminhamos pela ponte do Brooklyn, esse é um passeio que todo mundo que vem pra NY deve fazer, especialmente no pôr-do-sol, é lindo ver Manhattan acendendo suas luzes. A noite fomos em uma sake house do lado da minha casa (sonho!) e depois  encontramos uma amiga que mora aqui faz tempo em uma baladinha no Brooklyn, we had lot of fun! 

Domingo fomos passear pelo Soho para fazer umas comprinhas e almoçamos no Balthazar que é um bistrô francês super charmoso e sempre lotado, inclusive outra vez que fui lá encontrei a Meg Ryan! Eles tem uma torta de queijo-de-cabra incrível! A noite fomos em uma baladinha em Williamsburg – o Williamsburg Music Hall – ver uma dupla de música eletrônica, o Modeselektor, eu não sou muito de música eletrônica mas foi bem legal! O lugar é bem bacana, lembra um pouco o Studio SP mas é melhor, vários ambientes, pessoal bonito, meninos de camisa xadrez... Voltarei lá mais vezes com certeza!

Na terça (eu vou pular segunda porque tive aula e não aconteceu nada de interessante) fomos conhecer Williamsburg durante o dia, eu já tinha ouvido falar que esse era o novo bairro queridinho de NY, na verdade eu já tinha tentado ir lá uma vez que vim com a minha mãe, mas fomos parar na parte de judeus ortodoxos em pleno Shabat, não foi uma experiência muito legal. Então caso você queira conhecer o bairro, mas a parte bacaninha, peque o trem L e pule na estação Bedford, ai sim você vai estar bem no coração de Williamsburg moderinho... Parece um pouco que você está no baixo Augusta, muitos jovens, lojas descoladas, lugares legais pra comer... Eu fui em um brechó que é o máximo, comprei uma jaqueta de couro por $30, e um colar de coruja que vira relógio, eu sei que lendo parece meio estranho mas minha coruja é linda, depois posto uma foto aqui! Depois de Williamsburg fomos para Chelsea, um bairro bem legal e mais chiquetoso, cruzamos com modelos lindos que deviam estar fazendo a nova campanha da Hugo Boss ou algo do gênero, me senti a própria Carrie Bradshaw, rs! E depois fomos andar no High Line, que é uma passarela que foi construída em cima de uma antiga estação de trem, é incrível, tem várias espriguiçadeiras para as pessoas sentarem e uma vista linda, outro ponto obrigatório para quem vem pra NY, para saber mais clique aqui.

Esse foi meu tour com a Fê, mas ainda tem muita coisa para conhecer por aqui, ainda bem que minha temporada por aqui está só começando!

Carrosel

Music under the bridge
Let me introduce you DUMBO
Brooklyn Bridge

"Você precisa aprender inglês, precisa aprender o que eu sei..."


High Line at Chelsea

domingo, 26 de setembro de 2010

When I open my eyes I see...

Como prometido, meu primeiro texto em inglês!

When I open my eyes I see a white ceilling that is not the white ceiling that I’m used to, it takes me a few moments to understand where I am, and in these few moments that lasts no more than the time of two or three blinkeds I remember the things that I left behind, that I left below my so well known white ceiling. Sometimes this memories hurts and I ask myself if the choice that I made of looking for a new white ceiling was the right thing to do, my old white ceiling used to make me feel so safe and confortable. But as I said before, this thoughts lasts no more than a few seconds and by the fourth or fifth blinked my eyes starts to see what really is going on, they see my new white ceiling and realize that this is my reality now, and then my eyes gets so excited about all the new images that are going to fill them just by oppening the front door and start a brand new day. The trees in my street, the kids playing basketball, the yellow cabs, the skyscrapers. All these new colors, new faces, new bodies, new movements bringing a fresh new vision to my old eyes. And by this time it’s not only my eyes that are experiencing this new world, but all my body. My nose feels all these different smells : hot dogs, falafels, burritos, pretzels. My ears hears so many different sounds : subway coming, jazz in the street, horns, preechers, latin, japanese, turkish accents. My skin feels the sun, the wind and the anouncement of the fall that starts to bring the cold that my body dosen’t want to feel. And finally my mouth tries to put in words all these thing that I’m feeling, in a language that it’s not mine. A language that is so familiar to me, that I always heard in the movies, songs an tv, that I willed to be my own language when I was a little girl. A desire that kind of came true, and now I borrow this language, with all do respect, to express what I see when I open my eyes.   


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

My academic life

O objetivo proncipal da minha viagem foi o de estudar, fazer meu Master na NYU, e devo dizer que é um desafio e tanto, o nível de exigência da faculdade é altíssimo e eles realmente se dedicam aos estudos, eu nunca fui uma pessoa muito acadêmica mas estou adorando essa experiência, e melhor de tudo me encontrando, pensando até em fazer um doutorado quando voltar pro Brasil, mas antes disso tenho que terminar meu Master com sucesso. Quando as aulas começaram há duas semanas mais ou menos, fiquei apavorada, eu devo ter que ler, sem brincadeira, umas 200 páginas de texto por semana, além de ter que entregar um texto de 1 página toda quinta-feira. Hoje eu entreguei meu primeiro texto, e não é que a professora gostou? Disse que estava muito bom! Fiquei feliz, porque eu nunca fui muito de escrever, em inglês então... 

Vou contar agora mais ou menos como é minha grade curricular, como disse a alguns posts atrás aqui o esquema é por créditos e eu tenho que cumprir 18 créditos por semestre. 

As matérias que estou fazendo são:

- Issues in Arts Politics: o professor é ótimo, mas eu peno pra acompanhar os pensamentos dele, e tem muita coisa pra ler... Ele parece um professor que tive na FAAP, o Lúcio Agra, inclusive muitos dos textos que tenho que ler pra essa aula, li (ou deveria ter lido) pras aulas do Lúcio.

- The media of displacement postcolonial culture: essa era uma matéria que a princípio não me causou o menor interesse, mas fui assistir pra ver do que se tratava, e me apaixonei! A professora é muito boa! É sobre orientalismo e os desdobramentos na cultura contemporânea. 

- Art in Alternative Spaces: minha favorita! Como diz o nome é sobre arte em espaços alternativos, a professora é ótima e gente fina. E o mais legal é que vamos ter que conduzir uma pesquisa primária, ou seja, pesquisar da fonte mesmo, nos arquivos originais. To bem animada com isso!

- Colloquium: nessa cada semana um profissional da área vem contar sua experiência profissional, bem interessante!

- Interventionist Art: sobre arte de intervenção, estudamos artistas que fazem esse tipo de arte, um exemplo é aquele grupo Yes Man!

- Independent studies: para preencher 1 crédito que faltava, eu escrevo aqueles textos que falei no começo, vou postar o que eu escrevi essa semana aqui. 

Daí nos dias que eu não tenho aula (terça e sexta) eu venho para a biblioteca ler tudo que tenho que ler! E eu, que nunca quis saber muito de estudar estou descobrindo um mundo totalmente novo, e estou adorando, deve ser porque estou fazendo uma coisa que realmente gosto!

Bobst Library, onde eu passo grande parte das minhas horas.